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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Pendrive - Marca faz diferença?


Para quem acha que pendrive é tudo igual, O site Test Freaks juntou mais de 20 pendrives de marcas diferentes, fez testes intensos com eles e concluiu que a marca do produto pode realmente fazer diferença.

O teste não é completo, já que há muitas centenas - talvez milhares - de drivesUSB no mercado hoje. A comparação inclui tanto flash drives de marcas conceituadas quanto alguns mais baratos.

Os melhores desempenhos foram dos pendrives da OCZ, da Lexar, da SanDisk e da Super Talent.

a matéria completa sobre o teste, incluindo detalhes dos métodos utilizados para classificar a lista você pode conferir clicando aqui

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

SMS para o espaço!





um site inglês está disponibilizando a possibilidade(segundo eles) de enviar mensagens do tipo sms para o espaço, com o objetivo de buscar ETs. O site até então era apenas destinado a enviar mensagens de amor para o cosmos.

Segundo o jornal Telegraph, as mensagens são enviadas por ondas de rádio, usando satélite da British Telecom, com a esperança de ser recebidas a seres extra-terrestres, podendo então haver uma comunicação direta.


O site SentForever.com transmite as mensagens gratuitamente, mas os internautas que quiserem um certificado da transmissão deve pagar 9,95 libras (cerca de R$ 36).

O site também oferece atualizações via e-mail para que o remetente acompanhe a distância percorrida pela mensagem. O site garante que, mesmo que as ondas de rádio enfraqueçam ao longo do tempo, as mensagens viajarão pela eternidade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O chip médico


Está sendo trabalhada, nos EUA, a criação de um sistema que possa diagnosticar, e tratar, automaticamente os mais variados tipos de ferimento.
A maioria das mortes no campo de batalha acontece muito tempo após o ferimento – geralmente rápido demais para um soldado chegar até um médico, quanto mais a um hospital. Com isso os pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), e a Universidade Clarkson, em Nova Iorque, visa mudar esta história com um chip que poderá detectar ferimentos e tratá-los quase que instantaneamente.

No centro da pesquisa está um sensor, ainda em desenvolvimento, que poderia ser usado para monitorar constantemente o sangue, suor e até mesmo lágrimas de um soldado em busca de marcadores biológicos. Todos estes fluidos contém glucose, oxigênio, lactase e o hormônio noradrenalina, cujas quantidades variam de acordo com a saúde e níveis de atividade de uma pessoa.
Mais especificamente, mudanças coletivas nestes marcadores podem indicar a presença de um ferimento. E assim que o sensor detectar isto, poderá transmitir esta informação a outra parte do chip, ou mesmo a um chip diferente, e causar a liberação da medicação adequada para o caso. Esta, pelo menos, é a ideia: a realidade, entretanto, pode demorar um pouco mais.

O líder do projeto, Joseph Wang, é um professor de nano engenharia na USCD cujo escritório está lotado de sensores eletrônicos de todos os formatos, mas apenas dois tamanhos: “pequeno” e “menor ainda”. Wang, que anteriormente ajudou a desenvolver um monitor de glucose não-invasivo que analisa o suor, não é um novato na área de sensoreamento contínuo. Mas em vez de analisar apenas um sinal, o novo sensor vai precisar diferenciar entre múltiplos marcadores e interpretar os resultados.

Para fazer isto, Wang está colaborando com Evgeny Katz, da Universidade Clarkson, que recentemente criou um sistema que usa portas lógicas baseadas em enzimas (uma espécie de “computador biológico”) para não só medir uma combinação de marcadores biológicos como usar os resultados para fazer um diagnóstico limitado.

O sistema de Katz é baseado em reações causadas por enzimas: na presença de certos produtos enzimáticos, um conjunto de “portas lógicas” é ativado e dispara uma reação em cadeia específica. Outros produtos ativam um conjunto de portas completamente diferente. O resultado final é uma cadeia lógica que pode potencialmente identificar certas condições médicas.

Até agora, o sistema de diagnóstico baseado em lógica enzimática de Katz só funciona com soluções. Mas Wang e Katz imaginam um sistema que poderá usar um sensor eletrônico contendo enzimas para detectar a presença ou ausência dos marcadores mencionados anteriormente: glucose, oxigênio, lactase e noradrenalina.

Em diferentes combinações, estas substâncias podem indicar diferentes ferimentos, como trauma cerebral ou choque. Dependendo do ferimento, os eletrodos traduziriam os resultados da análise enzimática em um código que ativa membranas dependentes de sinal para liberar o medicamento apropriado.

Se um soldado entrasse em choque hemorrágico, por exemplo, o eletrodo detectaria um aumento nos níveis de lactase, glucose e noradrenalina. Conforme o produto das enzimas no eletrodo muda, a reação dispararia a porta lógica equivalente a “choque” e iniciaria a liberação do medicamento. “Queremos construir um sensor inteligente que possa distinguir entre diferentes ferimentos, tomar a decisão de tratá-los e, assim que reconhecer o ferimento, tratá-lo adequadamente”, diz Wang.

Se tudo isso soa como teoria, é porque é. Katz e Wang esperam que seu projeto, que acabou de receber os primeiros investimentos, levará quatro anos até ficar completo. No momento, Katz ainda sequer pode afirmar com certeza que tipos de ferimento seu sistema poderá reconhecer, ou exatamente como poderá tratá-los.

No momento, diz ele, eles estão simplesmente projetando um sistema lógico capaz de distinguir entre diferentes ferimentos – determinando como são as diferentes combinações de marcadores e o código enzimático necessário para interpretá-las. Em seguida, os pesquisadores irão determinar quais fluidos corporais funcionam melhor como “veículo” para a detecção, e a partir daí poderão começar o projeto dos eletrodos.

Das centenas de sensores no escritório de Wang, ele mostra alguns que acredita que possam ser modelos úteis. Um, criado para ser enrolado como um minúsculo cilindro, é tão pequeno que pode ser inserido no canal lacrimal. Outro, um pouco maior, poderia funcionar como um sensor subcutâneo implantado logo abaixo da pele. “Queremos algo que seja minimamente invasivo ou, idealmente, não invasivo, que possa colher amostras de lágrimas, saliva ou sangue”, diz o pesquisador.

Os pesquisadores tem muito trabalho pela frente. “Acho que o desafio mais importante é descobrir as coisas que podem ser medidas, e o quão confiáveis os sensores serão em um campo de batalha”, diz Martin Bazant, professor de engenharia mecânica na Universidade de Stanford. “Será possível adicionar este sistema a um soldado sem adicionar peso ou sem risco de defeitos?”.

Bazant está familiarizado com a dificuldade de projetar aparelhos para soldados em combate – ele foi um dos membros fundadores do Institute for Soldier Nanotechnologies (Instituto de Nanotecnologia para Soldados) no MIT – e nota que só o desenvolvimento do sensor seria um enorme avanço. “Ter a habilidade de detectar com precisão os níveis destas substâncias em tempo real no campo de batalha, de forma confiável – só isto já é interessante”, diz ele.

"Um médico poderia ler esta informação, e usá-la para determinar o quão crítico é o estado do paciente, se o tratamento é necessário e se o paciente deve ser transportado para outro local”. Entretanto, Bazant é cético quanto ao uso de um sistema totalmente automatizado para detecção de ferimentos e dosagem de medicamentos na ausência de um médico.

Se Wang e Katz forem bem-sucedidos, seu projeto terá uso não só durante guerras, como também na medicina do dia-a-dia. Médicos sempre precisam de sensores que forneçam um panorama mais preciso do que está acontecendo no corpo de um paciente.

A tecnologia poderia ser adaptada, por exemplo, para detectar marcadores cardíacos e determinar quando a pessoa está tendo um ataque cardíaco ou infarto. “Isto pode ser útil em qualquer situação onde tenhamos um quadro urgente que exige ação imediata”, diz Wang.